ANOUAR BRAHEM QUARTET

O alaudista tunisiano Anouar Brahem funde música clássica árabe, música folclórica e jazz com extraordinária receptividade. Sua reputação é imensa: grava pelo prestigioso selo ECM (de Arvo Pärt e outros), tem parcerias com nomes como o baixista britânico Dave Holland (que o acompanhou no disco Thimar, de 1997) e o saxofonista norueguês Jan Garbarek (com quem fez o álbum Madar, em 1992) e há mais de 20 anos constrói pontes entre a cultura ocidental e a herança cultural árabe e islâmica. Sem sucumbir aos clichês de exotismo – sua música por vezes parece a evocação de fontes tão distintas quanto Erik Satie e John McLaughlin. No ano passado, após 6 anos de recolhimento, lançou o disco Souvenance, no qual refletia sobre a emergência e os efeitos da Primavera Árabe (que começou em seu País natal, a Tunísia), que derrubou regimes e ditaduras, instalou outros e mudou o cenário político mundial. A capa era uma cena de enfrentamento nas ruas de Túnis. Parte da ausência de Anouar do cenário musical se deveu à situação política em seu país, época em que, conta, viviam-se “grandes medos, alegrias e esperanças”. Acompanhado por Klaus Gesing (clarone), Björn Meyer (baixo) e Khaled Yassine (percussão), Anouar traz ao festival o show The Astounding Eyes of Rita.

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